segunda-feira, 14 de setembro de 2009

V COLOQUIO INTERNACIONAL DE TEATRO Montevideo

V COLOQUIO INTERNACIONAL DE TEATRO Montevideo, 1 al 4 de octubre de 2009 NUEVAS FRONTERAS DEL TEATRO.

El temario del V Coloquio se centrará en el enfoque de las Nuevas fronteras del teatro en su relación con las artes escénicas, con las demás artes y con otras prácticas simbólicas. Actualmente, los marcos disciplinarios de la producción cultural están transformándose y las consecuencias de esto pueden observarse también en el teatro y las artes escénicas. No sólo las nuevas realidades transforman el marco de la producción simbólica sino que esta producción tiene un papel fundamental en la transformación de dichos marcos, y el rol de las artes escénicas en este aspecto es fundamental, como señalan numerosos teóricos e historiadores. Es por estos motivos y aprovechando la presencia en el festival de espectáculos y artistas que son destacados referentes en el campo de las transformaciones mencionadas, que se entendió oportuno y pertinente el tema elegido.
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Participarei do colóquio internacional em Montevideo, comunicando sobre minha pesquisa em trilha sonora, especificamente um capítulo: sobre relações com a voz do ator.

Desenvolvi as linhas que apresentarei com a professora Mirna em "Oralidade, escrita e teatralidade" como tópico especial no mestrado, e juntamente com meu orientador Clóvis afinarei a comunicação para o evento que se aproxima.

Será uma boa oportunidade de refletir com pesquisadores teatrais sobre o tema que me instiga, juntamente com colegas do PPGAC que irão falar sobre suas inquietações também. Atualizarei informações sobre o V COLOQUIO INTERNACIONAL DE TEATRO neste blog, e deixo aberto o diálogo com os visitantes daqui sobre este evento.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Crítica de Antônio Hohlfeldt

A temporada de "O Avarento" no Teatro de Câmara Túlio Piva em Porto Alegre chegou a seu final. Diversas impressões e comentários foram publicados, como a crítica de Antônio Hohlfeldt no Jornal do Comércio (04.09.2009), abaixo:


Molière, para quem gosta mesmo de teatro

Há espetáculos a que se assiste por obrigação profissional. Há outros que, pelo contrário, sem a obrigação profissional, a gente gostaria de ver muitas vezes. Porque estes, que não são burocráticos, como que pegam a gente pela mão e nos tomam de assalto, num só fôlego. Foi o caso de O Avarento, conhecido texto de Jean-Baptiste Poquelin, o Molière, sob a direção de Gilberto Fonseca. Quantas vezes já assisti a esta obra? Muitas. Cada uma com suas características. Mas a criatividade de Gilberto Fonseca e sua equipe, com destaque para Marcos Chaves, é das melhores coisas a que já assisti em muitos anos de trabalho.

Da adaptação do texto à concepção do espetáculo, a escolha do elenco, a performance absolutamente admirável da composição musical por toda a equipe, afinada e em diferentes vozes e tonalidades...quem diria que esse é um grupo gaúcho de teatro? Porque, tenho escrito muitas vezes aqui, um dos problemas de nossos atores e atrizes é que eles não sabem cantar. Melhor, não sabem nem entonar. Por aqui, graças à Santa Paciência do Marcos Chaves, eles não só entonam quanto cantam e em muitas vozes! Marcos e Gilberto transformaram a ópera-ballet, forma tradicional de Molière, que incluía bailados na abertura, passagem de atos e finalização, numa constante incidência musical engraçada, inteligente e admirável!

E o figurino? O cuidado e o primor no acabamento, de Daniel Lion, mais o cuidadoso e bonito cenário do próprio diretor e de Lucas Krug, além da maquiagem e dos cabelos desenvolvidos por Elison Couto, tudo garantiu um trabalho bem acabado, de bom gosto, de carinho com o teatro, o texto e o espetáculo, que a gente tem enorme gosto em assistir.

Elison Couto, como o avarento Arpagão é perfeito, uma de suas grandes criações. Diane Oliveira como a jovem Elisa, e Ariane Guerra, como Mariane, estão dentro de seus papéis; do mesmo modo, Marcos Chaves, como Cleanto, o filho de Arpagão, que fica hilário quando perde a cabeleira; e Lucas Krug, como Valério, o pretenso criado depois revelado um nobre, completam o quarteto amoroso; João Madureira, vivendo La Fleche e depois o sr. Anselmo, está engraçado, enquanto Zé Mário Storino, como o triplo cozinheiro, cavalariço e copeiro é impagável. Mas quem bota no capote todos eles é Lúcia Bendati, que, mesmo em tempo de luto, profissionalmente manteve a força da alcoviteira Frosina, com desenvoltura, num de seus grandes momentos.

Em suma, a gente morre de rir, acompanhando as peripécias dos personagens. Divide-se entre a raiva pela avareza de Arpagão e o hilariante da situação, mas, sobretudo, admira e respeita o belo investimento que o grupo fez neste projeto, já que mais dois espetáculos estão planejados para um futuro imediato, evidenciando um trabalho de fôlego e de consequência.

Até aqui, não titubeio em dizer que se trata, dentro de sua proposta, no melhor espetáculo do ano, sobretudo porque, ao ser um clássico, apresenta uma dificuldade a mais que, justamente, é o grande mérito desta produção: ser fiel ao original sem lhe ser repetitivo. Tudo isso o Grupo Farsa alcançou, para deleite de todos nós, merecendo, por isso mesmo, o trabalho, a excelente recepção do público, que tem acorrido ao teatro e tem prodigalizado palmas, como os atores pedem, na melhor tradição do teatro clássico, ao espetáculo.

Mais do que merecidos os patrocínios alcançados. Mas quem quiser assistir ao espetáculo, apure-se. A temporada termina neste final de semana, no Teatro de Câmara. Corra, porque é trabalho imperdível, mesmo.

Antônio Hohlfeldt

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Impressões sobre a trilha de "O Avarento"

A temporada do espetáculo teatral "O Avarento" está na metade. Muitas pessoas viram e deram suas opiniões. Congratulo-me com elogios sobre as vozes dos atores nas músicas, como ator e diretor musical - responsável pela preparação vocal.

Muitos citam que a montagem "poderia ter mais músicas", o que é interessante. Citei em meu outro blog que "acabou que da metade para o final é que as harmonias foram surgindo, não que fosse proposital - a princípio" onde digo que também não deixa de ser interessante deixar esta faceta em um "crescente".

Experimentamos uma conclusão com música de nome "Dom Tomás", onde resumimos as revelações de Molière. É uma ousadia, admito. Alguns acham que provoca estranhamento, mas muitos estão adorando a ideia - o espetáculo acaba "em cima". Leia algumas opiniões:

"Pois bem, vou me ater à uma cena do espetáculo, a qual considero ótima, para fazer e propor uma reflexão acerca da própria peça. A cena em questão é a penúltima música, cantada ao vivo pelos atores; aquela na qual descobrimos que Valério é irmão de Mariana, cujo pai rico surge do nada no final da peça prá resolver os problemas de todos. Gilberto Fonseca, o diretor, juntamente com o Marquito, compositor da trilha, brindaram a plateia com uma cena hilária, que ao mesmo tempo que homenageia a devoção do grupo pelo Molière, consegue tirar um puta sarro da situação bizarra criada pelo dramaturgo francês (vale lembrar que hoje em dia, mais de 4 séculos depois de Molière, ninguém mais acredita em Deus Ex machina, né?). Acredito que a ideia foi sublime e gerou um resultado impagável! Em suma, no dia em que eu assisti, a cena foi aplaudida por todos. Excelente!"
Daniel Colin, diretor e ator

"A música, bem composta, no entanto parece inadequada em alguns momentos (será que pela escolha do arranjo? O Marcos pode responder isso!). O mais legal é que todos cantam muito bem, afinados. É sempre bonito ver música bem executada em cena. Enriquece muito o espetáculo."
Marcelo Adams, ator

"Foi uma diversão a montagem do Avarento, no Teatro. Em primeiro lugar, não é comum ver montagens locais para clássicos, em especial de Molière, em Porto Alegre. Segundo, trata-se de uma produção cuidada, empregando padrões profissionais na atuação dos atores, nos figurinos, cenário e, especialmente, na interpretação musical." [...] "A partir da segunda metade do espetáculo, à medida em que os atores sentiram-se mais seguros, tudo começou a crescer: a alegria, o jogo, a vontade de brincar, etc.. Nessa mudança de clima destaque para a equipe de atores como um todo, para o personagem do Avarento que cresceu bastante nessa segunda etapa e para as belas interpretações musicais do final do espetáculo. Aliás, não entendi porque esse recurso não foi mais explorado durante o espetáculo, reconhecendo é claro, que introduzir canto durante corre o risco de quebrar o andamento de um trabalho cujos pilares repousam exatamente no ritmo."
Beto Ruas, professor

Agradeço as opiniões, ajudam a refletir o trabalho. As citações que incluí acima são trechos que falam da parte musical, todos escreveram mais linhas sobre este espetáculo.

Serviço: "O Avarento" continua em temporada até 06 de setembro (mais dois finais de semana), todas as sextas e sábados às 21h e domingos às 20h; no Teatro de Câmara Túlio Piva.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

14 de agosto

O AVARENTO
Grupo Farsa
de 14/agosto a 06/setembro/2009
sextas e sábados 21h - domingos 20h
Teatro de Câmara Túlio Piva
Rua da República, 575 - Porto Alegre, RS
Ingressos: R$ 20
50% para Professores, Estudantes, Classe Artística, Melhor Idade e Clube do Assinante ZH

Texto:
Molière

Elenco:
Elison Couto
Daiane Oliveira
Marcos Chaves
Lucas Krug
Ariane Guerra
Lucia Bendati
Zé Mário Storino
João Pedro Madureira

Trilha Sonora e Preparação Vocal:
Marcos Chaves
.
Mixagem:
Leonardo Vergara
.
Figurinos:
Daniel Lion

Maquiagem e Cabelos:
Elison Couto

Cenário:
Gilberto Fonseca e Lucas Krug

Iluminação:
Gilberto Fonseca

Projeto Gráfico:
Adriana SanMartin

Fotografia:
Luciana MennaBarreto

Divulgação:
Sandra Alencar

Produção:
Inês Hübner

Assistência de Direção:
Marcos Chaves

Direção:
Gilberto Fonseca

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Falando em trilha sonora...

Música de Michael Nyman: "Big my secret". Parte da trilha sonora do filme "O Piano" (1993) de Jane Campion.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Avarento

"O Avarento" estreia dia 14 de agosto no Teatro de Câmara Túlio Piva, em Porto Alegre, e terá temporada até 06 de setembro - sextas-feiras, sábados e domingos. Como já citei, sou responsável pela trilha sonora deste espetáculo teatral. Iniciamos (o grupo de envolvidos) a pensar este projeto há mais de um ano, esta foto a esquerda foi tirada em ensaios no mês de maio de 2008; a montagem ficava mais em processo de estudos. Em 2009 recebemos o prêmio Myriam Muniz (2008) e então mergulhamos no processo de criação.

Compõe o elenco: Ariane Guerra, Daiane Oliveira, Elison Couto, João Pedro Madureira, Lucas Krug, Lucia Bendati, Marcos Chaves e Zé Mário Storino. A direção é de Gilberto Fonseca.

Enquanto trilha sonora decidi por utilizar base gravada em estúdio, e músicas cantadas como naipes coral. Estou gravando no Estúdio Tríade, em Pelotas, com mixagem de Leonardo Vergara.

"O Avarento" de Molière (1668), tem como tema a usura, retrata com humor e ironia as relações afetivas estabelecidas no núcleo familiar e na sociedade norteadas pelo interesse financeiro.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Quem sou/ Contato

O que me leva a pesquisar a trilha sonora?
Uma pesquisa nasce de sua vivência, os questionamentos que surgem em sua trajetória. Como artista de teatro e música, os pontos em comum entre estas duas artes sempre me instigaram. Alio à minha experiência: teoria e a prática. Diversos cursos, espetáculos teatrais (como ator, diretor, criador de trilha sonora), etc. Sou formado em Música pela UFPEL (Universidade Federal de Pelotas), especialista em Encenação Teatral pela FURB (Universidade Regional de Blumenau) e Mestrando em Artes Cênicas pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Na Especialização a pesquisa que desenvolvi foi "A construção do ambiente sonoro no teatro para crianças" orientada pelo Prof. Dr. André Carreira; no Mestrado minha pesquisa sobre trilha sonora tem orientação do Prof. Dr. Clóvis Dias Massa.

Criador de trilha sonora
Criei e adaptei diversas trilhas de espetáculos de teatro. Em minha pesquisa sobre trilha sonora irei traçar relações com meu trabalho na montagem teatral "O Avarento", veja blog deste espetáculo. Esta peça recebeu Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008 e estreou dia 14 de agosto de 2009 no Teatro de Câmara Túlio Piva (Porto Alegre, RS). Sou responsável pela trilha sonora, preparação vocal e direção musical; assim como outras funcões - ator, assistente de direção.

Contato
Outros detalhes sobre esta pesquisa e meu trabalho de criação de trilha sonora (informações, orçamentos, etc.), escreva para o endereço eletrônico:
marcoschaves12@gmail.com

+ net
twitter: @marcosteatro
orkut: perfil de Marcos Chaves
também no myspace ou facebook.